A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa a menor taxa de desemprego já registrada para um trimestre encerrado em agosto desde o início da série histórica da pesquisa. O número de pessoas ocupadas também alcançou um novo recorde, chegando a 103,5 milhões de trabalhadores.
Na comparação com o trimestre encerrado em maio, quando a taxa estava em 5,6%, houve queda de 0,3 ponto percentual. O número de pessoas desempregadas ficou em aproximadamente 5,8 milhões.
Desemprego cai para 5,3% no Brasil
A queda do desemprego ocorre em um cenário de expansão da ocupação no país. Segundo a PNAD Contínua, a população ocupada cresceu 0,8% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a aproximadamente 774 mil pessoas a mais trabalhando.
Com isso, o Brasil alcançou 103,5 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente já registrado pela pesquisa.
Apesar do resultado historicamente baixo, é importante entender como o desemprego é calculado. A taxa não representa simplesmente a parcela de brasileiros que não possui emprego.
Para ser considerada desocupada pela metodologia da PNAD Contínua, a pessoa precisa estar sem trabalho e ter tomado providências efetivas para conseguir uma ocupação, além de estar disponível para trabalhar.
Pessoas que estão fora da força de trabalho, por exemplo, não entram diretamente no cálculo da taxa de desemprego.
Construção e indústria ajudam a aumentar número de trabalhadores
Algumas atividades tiveram participação importante no crescimento da ocupação durante o trimestre.
O número de trabalhadores na construção cresceu 4,1%, representando aproximadamente 306 mil pessoas a mais ocupadas no setor.
Na indústria geral, o crescimento foi de cerca de 2%, com aproximadamente 265 mil trabalhadores adicionais.
O avanço nesses setores ajudou a levar o total de ocupados ao maior nível da série histórica.
Emprego com carteira assinada também atinge recorde
O crescimento do mercado de trabalho não ficou restrito às ocupações informais.
O número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada chegou a aproximadamente 39,5 milhões de pessoas, também no maior nível já registrado pela PNAD Contínua.
O dado mostra que a expansão da ocupação ocorreu simultaneamente ao crescimento do emprego formal no país.
Informalidade ainda atinge 38,8 milhões de trabalhadores
Apesar dos recordes de ocupação e emprego formal, a informalidade continua representando uma parcela relevante do mercado de trabalho brasileiro.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, equivalente a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores informais.
No trimestre anterior, a taxa estava em 37,3%.
O resultado mostra que o baixo desemprego convive com um mercado de trabalho no qual mais de um terço das pessoas ocupadas ainda está em atividades consideradas informais pela metodologia do IBGE.
Renda média dos trabalhadores chega a R$ 3.777
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto.
O valor apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas ficou 3,7% acima do registrado no mesmo período de 2025.
Outro indicador atingiu recorde: a massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos recebidos pelas pessoas ocupadas.
Ela chegou a aproximadamente R$ 385,6 bilhões, maior valor da série histórica e crescimento de 4,8% na comparação anual.
A evolução da massa de rendimentos é relevante para a economia porque ajuda a mostrar quanto dinheiro proveniente do trabalho está circulando entre as famílias, com possíveis efeitos sobre consumo e atividade econômica.
O que os novos números mostram sobre o mercado de trabalho?
Os dados divulgados pelo IBGE mostram um mercado de trabalho com desemprego historicamente baixo, recorde no número de pessoas ocupadas e avanço do emprego formal.
Ao mesmo tempo, a informalidade permanece elevada, atingindo 37,5% dos trabalhadores ocupados.
Entre os principais números do trimestre encerrado em agosto estão:
- Taxa de desemprego: 5,3%;
- Pessoas desempregadas: aproximadamente 5,8 milhões;
- Pessoas ocupadas: 103,5 milhões;
- Empregados com carteira no setor privado: cerca de 39,5 milhões;
- Trabalhadores informais: aproximadamente 38,8 milhões;
- Taxa de informalidade: 37,5%;
- Rendimento médio real: R$ 3.777;
- Massa de rendimentos: R$ 385,6 bilhões.
Os números fazem parte da PNAD Contínua do IBGE, pesquisa responsável por acompanhar regularmente as principais características do mercado de trabalho brasileiro.
