O Ibovespa encerrou a semana de 24 a 28 de agosto com o oitavo pregão consecutivo de alta, fechando sexta-feira (28) aos 175.664,62 pontos, com valorização de 0,30% no dia e de 2,7% na semana — interrompendo uma sequência de três semanas seguidas de perdas.
Visão geral do fechamento semanal
A recuperação vem se consolidando desde a virada de agosto: depois de uma sequência dura de quedas que já cobrimos aqui no blog, o índice emendou oito pregões positivos seguidos, mesmo enfrentando ventos contrários vindos do exterior ao longo da semana. O dólar fechou a semana cotado a R$ 5,19.
Setores e fatores que mais se destacaram
As blue chips (as maiores e mais negociadas ações da bolsa) sustentaram boa parte da alta da semana, driblando a piora pontual do humor global. Destaque para a Itaúsa (ITSA4): o JPMorgan reiterou recomendação “overweight” (acima da média do mercado) e elevou o preço-alvo de R$ 18 para R$ 18,50 até dezembro de 2027 — um potencial de valorização de 44% frente à cotação da época.
No radar de empresas específicas, a semana também foi marcada pela montanha-russa da Braskem (BRKM5), que disparou quase 19% após reforço de crédito da Petrobras, e pelo dado de deflação de -0,40% no IPCA-15, que reforçou a expectativa de novo corte da Selic em setembro.
Principais causas e contexto macro da semana
- Fed mais “duro”: o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, fez declarações consideradas mais rígidas durante o simpósio de Jackson Hole, pressionando o humor global — mas sem derrubar o Ibovespa, sustentado pelas blue chips locais.
- Desemprego na mínima histórica: o IBGE divulgou taxa de desemprego de 5,3% em julho, a menor desde 2012 — um dado forte de atividade econômica doméstica que ajuda a sustentar o otimismo com ações brasileiras.
- Cenário eleitoral seguindo aquecido: movimentações de campanha, incluindo confirmação de candidaturas ao Senado, mantêm o tema no radar dos investidores de olho em outubro.
O que isso significa na prática para você
Depois de semanas de volatilidade forte — incluindo a sequência de 11 quedas que já analisamos —, essa recuperação reforça a mesma lição de sempre: movimentos de curto prazo, sejam de queda ou de alta, fazem parte do funcionamento normal do mercado. Para quem investe pensando em longo prazo, o mais importante continua sendo manter a estratégia e o plano, sem reagir de forma precipitada a cada sequência de dias positivos ou negativos.
